Chiara e a misteriosa alegria


(02 Mar 2015,http://www.interris.it)

E’ o dia 21 de setembro de 2008, entre as verdes colinas da Umbria abre-se a esplanada de Assis, e aqui na Igreja de San Pietro, toda enfeitada, tudo està pronto para que seja celebrado o Matrimonio entre Chiara Corbella e Enrico Petrillo. Ela é linda, radiante, tem 24 anos e seu sorriso brilhante segue cada passo para se aproximar do altar, onde espera ele, um jovem noivo, excitado e apaixonado. Poderia ser o cenário perfeito para começar um filme, ou abrir uma novela, mas esta é uma história difícil de dois jovens romanos que viram suas vidas se transformar, de graça em graça, por crer na Palavra de Deus. Se, como dizia Dom Benzi, o cristão é aquele que acreditou no Amor, a vida de Enrico e Chiara è o verdadeiro testemunho.

Depois da lua de mel Chiara está agora grávida de Maria Grazia Letizia. Mas à criança é diagnosticada uma anencefalia. O casal decide levar em frente a gestação, embora muitos médicos sugeriam para “resolver o problema” pelo aborto. “Eu não me sentia de ir contra ela – disse durante um depoimento – e eu queria protegê-la como podia, e não decidir da vida dela.” Chiara dá à luz a filha e depois de meia hora, a menina já está no Céu.

Poucos meses depois, veio a notícia de uma nova gravidez. A criança, no entanto, não tinha desenvolvido as pernas e no sétimo mês por causa de malformações muito graves, os médicos declaram que ele, como sua irmã, está destinado a morrer. Não foi fácil, mas com a experiência de Maria Grazia Letizia tinham experimentado que Deus não os abandonava e estavam prontos a confiar novamente. Assim também Davide, depois de ter sido batizados “passou diretto pro Paraiso”, como disse o Padre Vito, o frade que acompanhou passo a passo o jovem casal. Suas vidas pareciam manifestar a luz de um paradoxo: a alegria no sofrimento, algo que não pode vir do ser humano. Enrico numa musica fala de ” misteriosa alegria”, é uma alegria e uma paz profunda que vêm da fé, adquirida lentamente, primeiro como indivíduos e, em seguida, como casal. Não é uma mágica, nem fanatismo, mas é o resultado de um relacionamento diário com Deus que “faz bem todas as coisas”. A cruz, que aos olhos do mundo parece pertencer a um cenário medieval e intolerante, esconde uma graça especial, o consolo. Dois funerais comemorados sem parar de acreditar que Ele é a Vida.

Da alcuni esami a cui si sono sottoposti i due coniugi è emerso che le patologie dei figli non avevano alcun collegamento. Uno schiaffo a chi li aveva giudicati incoscienti per aver concepito un altro bimbo dopo le complicazioni al primo parto. Di fronte a chi consigliava di abortire Enrico rispondeva con semplicità: “Dio crea la vita per l’eternità e io gli dico di no?”.Poi arriva Francesco. Tutto procede regolarmente, il bimbo è sano ma al quinto mese di gravidanza diagnosticano alla madre un grave carcinoma alla lingua in stato avanzato.

Alguns testes que, o casal fez, revelaram que as doenças das crianças não tinham qualquer ligação. Este resultado foi como um tapa na cara para aqueles que haviam julgado os pais irresponsáveis por terem concebido uma outra criança, após as complicações no nascimento do primeiro filho. Pra quem aconselhava um aborto, Enrico respondia simplesmente: ” Deus cria a vida para a eternidade e eu digo não ?”. Em seguida, chega Francesco. Tudo procede normalmente, o bebê é sadio, mas no quinto mês de gestação à mãe è diagnosticado um grave câncer da língua. em estágio avançado. O bebê nasce antes, mas de modo que não seja em perigo. Em abril de 2012, o juízo final: cada tratamento se torna vão, porque agora Chiara é terminal. Chegando em casa depois desse último exito médico, na frente da família, ela brinca: “Qualquer coisa vai, a prova, a doença, mas se vocês tiver essas caras … eu não posso aguentar”. Era sempre irônica e sorridente, mesmo em situações como esta. O mistério que se manifesta lentamente, foi ver estes dois jovens não esmagados pelos acontecimentos da vida, mas erguidos, cada vez mais se entregando ao Senhor, livres, radiantes, mesmo no sofrimento. “O milagre que nós queremos contar – está escrito no livro que lembra sua história – não é de uma cura, mas è outro. É uma alegria que deixa sem palavras, simples e direta. Um tesouro a descobrir que muda o mal em bem, que abre o coração e o horizonte”.

Chiara passa os últimos meses de vida com a família, os parentes próximos, mas também com muitas pessoas que conhecendo a história dela, querem visitá-la, e que voltam consolados por ela, sempre mais enfraquecida pela doença. Na noite entre os dias 12 e 13 de Junho, o quadro se agrava, na casa onde eles haviam se mudado no último período, chega Pe. Vito, é celebrada a última missa e algumas horas mais tarde Chiara vem a falecer. Feliz, consegue falar ao marido e à família que os ama, e o dia 16 de junho, milhares de pessoas da toda Itália chegam à Igreja de Santa Francesca Romana para seu funeral, que tornar-se uma ocasião de festa e não de desespero. Enrico lê a carta que junto a sua esposa tinha escrito para Francesco, seu filho, mas que pode ser considerado um verdadeiro testamento espiritual: “Nunca fique abatido meu filho, Deus não tira nada, se tirar algo, é porque Ele quer dar-lhe mais. Graças a Maria e Davide paramos de ter medo da morte. Qualquer coisa você fizer, terà sentido só na perspectiva da vida eterna “.